setembro 22, 2005

Enquanto Recupero das Festividades de Ontem e Não Consigo Abrir a Pestana Quanto Mais Pôr o Tico e o Teco a Pensar...

setembro 21, 2005

Ego Trip ou Parabéns a Mim

31 já cá cantam e esses ninguém mos tira!

setembro 19, 2005

O Beijo

Arriscando-me, como diz um amigo, a tornar-me na nova revelação da escrita porno, com direito a apresentação do livro no Bar 25 do Rossio, hoje apeteceu-me escrever sobre o beijo. Ou sobre a falta dele no contexto sexual (where else!!??).
Vem isto a propósito de uma recente investida sexual a macho alheio. Daquelas situações onde já se bebeu umas e fumou outras, e as feromonas já se confundem com os canabinóides, e a vontade emerge como se não houvesse amanhã. Enfim, to make a long story short, a coisa deu-se. E eu dei-me mal. Como faço poucos juízos de valor sobre as pessoas e as situações (pelo menos tento...), não tenho pejo nenhum nem há nada que me impeça de sair de situações de cama quando, depois de devidamente avisado e direccionado, o parceiro insiste em não distinguir a direita da esquerda. Vai daí, estava eu no meu ritual de iniciação pré-coital, quando percebo que o efebo não fazia intenções de alinhar no must sexual de sempre: o beijo.
O beijo é, para mim, o maior turn on da história sexual. Da minha, claro. Oscular devidamente pode ser tão bom quanto um orgasmo e é, certamento, a melhor forma de o entabular. Forte, profundo, escorreito, é remédio para qualquer maleita. Acontece porém, que quando o ritual coital se inicia, a maioria dos homens tende a obliterar esse elemento, como se a água, o ar ou o fogo pudessem ser retirados, sem mais, à conjunção de tantos outros factores. Retirar o beijo é esquecer a construção sexual. É alinhar pela manutenção do acto apenas como acto em si sem qualquer pundonor. Faz com que nos sintamos fora do lugar e fora do momento.
Mau, mau, é quando percebemos que o parceiro o faz porque não se quer dar ao trabalho, por puro torpor, madraço de merda que acha que é só abrir a perninha e já está. E então, cobardemente, enfiam a cabeça na almofada enquanto nos penetram ao ritmo do seu próprio desejo, transformando um pas-de-deux num triste e desafinado solo.
Julgo que foi para contextos como este que a expressão «Sai de cima mim» foi criada...Tal como, de resto, a porta da rua foi feita para sair...
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