setembro 14, 2005

E vão 30!

Nada como uma converseta inocente sobre sexo para as caixas de comentários subirem em catadupa!!! Obrigada! You´ve made my days!
Já quase parecia aqueles jantares em que as pessoas estão letargicamente deitadas nas cadeiras, aborrecidas porque se falam de coisas tão anódinas como por exemplo, sei lá, delas mesmas, e de repente, alguém diz «nexo» e as pessoas ouvem «sexo» e a orelhinha vira-se em torno dessa homofonia, na esperança que alguém fale alto aquilo que se pensa baixinho... É de rir! É vê-los a acordar, e de repente os monossílabos dão lugar a frases completas, e dependendo do grau de excitação, a palavras com mais de três sílabas! Que malucos! Doidos! E depois damos por eles a dizer palavras como «cona» e «caralho». Uma intentona orgíaca verbal!
Entretanto a conversa, que estava centrada em generalidades, não raras vezes banalidades sobre sexo, começa a girar em torno de alguém mais afoito, que centra em si próprio e na sua experiência as ideias em debate. Nesse momento, os abutres entram. Os que estavam adormecidos. E atacam de mansinho as convicções alheias apenas porque os outros fazem e dizem aquilo que eles, na sua incomensurável cobardia, nem ousam sonhar.
Mas enfim. São essas pessoas, anónimas, que, muitas vezes, me fazem sorrir, do cimo do meu castelo altaneiro... Obrigada...

setembro 13, 2005

Variações sobre o Broche

Enquanto o texto O Broche não termina no ecrã semi-escrito do meu PC, lembrei-de algumas considerações avulsas a propósito deste post. Roubando descaradamente e sem pudor as matrizes, aqui vão algumas ideias sobre o assunto:
1- O broche é rápido
sissi - Discordo de uma forma genérica, a não ser em duas situações: se for bem feito e o parceiro não tiver um orgasmo há algum tempo, sendo que a causalidade existe e é determinante para que a primeira permita a segunda. O Broche Tal Como Eu O Entendo (BTCEOE) prolonga-se não no tempo mas no prazer. E pode, ou não, ser tanto mais prazenteiro quanto mais duradouro. Claro que existem os mínimos olímpicos, mas não apenas para o homem. Uma mulher que o faz por prazer (e não apenas para agradar o parceiro) também tem os seus. O BTCEOE dura até à fímbria do orgasmo. Para depois parar, baralhar e dar de novo. E assim sucessivamente...
2- O broche permite manter os estereótipos de submissão da mulher
sissi - sempre me questionei como seria possível considerar-se o Broche como um acto de submissão da mulher, quando é esta que tem as Jóias da Coroa do parceiro na boca... Que tipo de submissão permite à mulher controlar o «âmago» do outro? Fossem todas assim as submissões... Para além disso, esta opinião assenta na ideia de que a mulher não tem prazer quando faz um broche, ideia da qual discordo em absoluto. Pode não ter orgasmo, mas terá, certamente, o prazer de dar prazer, o que para os paladinos do «sexo sem orgasmo não é sexo» será uma ideia peregrina. Para mim, é totalmente verdadeira.
3- O broche mantém inalterada a fórmula do prazer certo do homem e prazer ausente da mulher
sissi - «prazer ausente da mulher»...medo...vide ideia supra
4- O broche permite à mulher não se despir num contexto de desconforto generalizado com o seu corpo
sissi - e os broches que são feitos em vãos de escada, por exemplo? Aqueles de fugida, sorrateiros, quase insidiosos...esses são feitos de roupa vestida (ou não, mas geralmente são-no) e não são menos gostosos pela roupa tapar a pele. Já sei que me lembrarão que a esta ideia está subjacente a ideia de «desconforto generalizado com o seu corpo», mas não consigo entender como é que um broche é feito sem que um calor bizarro nos invada desde as entranhas à película capilar, sem que as sensações nasçam dos poros, e assim sendo, como é que esta ideia emparelha com a de desconforto consigo mesma.
5- O broche permite esvaziar a ideia de intimidade entre duas pessoas ao eliminar a comunicação verbal entre elas nessa intimidade (tirando os grunhos do homem claro)
sissi - Não posso discordar mais. O BTCEOE pressupõe comunicação. Verbal, não verbal, directiva, não directiva, you name it. E da forma como sempre o articulei, o broche, o verdadeiro, nasce de uma intimidade produzida, largamente, pela amizade e entendimento. Quando isto não existe, continua a ser bom, mas não é o Real Thing.
6- O broche facilita o contacto íntimo com alguém em quem não se confia, não sendo regra geral tão traumático de fazer contrariada do que o acto sexual em si
sissi - fazer broches em quem não se confia/conhece? Never!
PS - Venham os Torquemadas! Quantos são, quantos são!? ;-)
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