agosto 13, 2005

Da piscina para onde?

Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina. Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.

agosto 12, 2005

A cadela Real

Ontem dei por mim a a pensar na sorte que tinha. A cogitar que dentre os cães do mundo, de todos os países e continentes, ilhas, ilhotas, ilhéus, principados, de todas as pessoas e de todas as raças, foi-me calhar a cadela mais bonita, querida e inteligente da vida do mundo dos vivos.
Isto é que é a chamada «sorte».
É tão riquinha, tão riquinha, que passo o tempo a fazer-lhe festas e a dar beijos no focinho. Ontem, ao olhá-la pela enésima vez (e nunca serão demais), dei por mim a sorrir e a pensar que gosto mais dela que da larguíssima maioria das pessoas que conheço. O meu afecto é, largamente, canalizado para ela, num amor que em nada difere daquele que sinto pelos que me são próximos. Caguei se soa mal. Mas não há nada como chegar a casa e ter aquela gordalhona, com cara de parva a olhar para mim (isto são tudo palavras carinhosas...), já de bola na boca prontinha para a depositar aos meus pés, da mesma forma que deposito nela o meu cuidado maternal. É uma troca de afectos, portanto. Eu cuido dela, ela cuida de mim, de uma forma que só o animal e o dono entendem.
A minha Pipa é do melhor. É uma Labradora amarela, que de loira burra não tem nada. Um dia destes coloco aqui a foto da cadela real.

agosto 11, 2005

Prato do Dia

Entrada - Salada de Queijo de Cabra gratinado com mel
Primo Piato - Vol-au-Vent de Camarão com Esparregado
Sobremesa - Panacota com molho de frutos silvestres
Café - Jamaican Blue Coffee

Hoje sinto-me assim...burguesa...

That´s what friends are for

Há pessoas que escolhem os amigos pelo código postal e pela visão periférica. São tão amigos uns dos outros conquanto esses outros se movimentem na sua área de interesse e campo de visão. É complicado ser amigo de pessoas assim, principalmente para pessoas como eu que tenho nos amigos a única fonte de afecto. Esforço-me (demasiado) para estar com eles, para fazê-los felizes quando estão comigo e tento estar presente quando é necessário um miminho ou uma gargalhada.
Acho que sofro do Síndroma do Palhaço Rico, cuja função é fazer rir, mas tem sempre um semblante triste e carregado. Sempre fui o bôbo da corte dos vários micro-grupos de amigos e julgo que isso sempre lhes deu a ideia de que a auto-suficiência (sinal de extrema arrogância e falta de inteligência), era uma característica que me segurava e perpassava transversalmente. Como se o riso e as lágrimas não pudessem existir em conjunto.
Com o passar do tempo, esses grupos tendem, finalmente, a juntar-se pela premissa do estado civil. Os casais fazem jantares e convidam os outros casais. Os casais vão beber copos com os outros casais. Os casais falam entre eles de coisas que só os casais conhecem, do alto da sua sapiência oca, cheia de ar. Os solteiros, como eu, estão a mais. Como se os casais soubessem coisas que os outros não sabem. A princípio julguei que era eu que me sentia mal e que estas considerações eram resultado disso. Mas não. Os casais vivem num grande, gigante casal, porque não gostam de se confrontar com os solteiros. Por razões de vária ordem, mas principalmente porque, na sua maioria, os solteiros representam uma liberdade que eles não têm, por viverem presos na sua vida de casal.
Irónico...

Cappo di Cappi aka O Cabrão do Árbitro

O resultado de ontem? Não tem nada que saber. Nós éramos 11, eles eram 12. Tinham 11 de equipamento azul e um de equipamento preto, que foi quem fez mais estragos. As apostas já mexem para a sua contratação.

agosto 10, 2005

Só eu sei porque não fico em casaaaaa!

Este blog entrou, oficialmente, em estágio.
Italianos? Udiquê?
Quantos são, quantos são??

Coisas que me fariam ficar em Lisboa

Ir a pé do Largo do Rato ao Chiado e passar pelo Jardim do Príncipe Real repleto de gente. Cheira a fim de dia de Verão e quase consigo achar que Lisboa está no meu futuro próximo.
Depois passou-me.

sissi e sus muchachos

E quando eu começava a achar que esta xafarica não passaria nunca de um mausoléu desabitado, eis que surgem amigos novos! Assim sendo, o meu grande bem-haja à Mary Moon, à Rosebud, ao Noise, à Miss Pearls, ao Stephen King (este é macaco velho...;-) e ao Kyler.
Cumprimentos Reais da Imperatriz,
Mi palácio es su palácio!
sissi

agosto 09, 2005

Sex Shop - uma aventura em Lisboa

Sou uma gaja complicada em quase tudo o que me diz respeito, excepto num assunto. Sexo. Apenas porque é bom demais para se perder tempo com demagogias e teorias várias que, a mais das vezes, nos impedem de viver a sexualidade de uma forma plena.
Tenho alguns gadjets sexuais, que uso em casos de self indulgence, self amusement, e outros que aguardam no baú a pessoa certa que me fará ter vontade de os experimentar. Tenho para mim, como convicção pura e tão forte como qualquer outra, que qualquer mulher deve ter um vibrador. O orgasmo faz bem à alma, é libertador. E à falta de um amor que dê contorno e vida àquele Falo wannabe, é um objecto que aconselho a todas. O meu pifou. E ontem fui comprar outro.
O meu official supplier é uma amiga que vive fora e está de férias. Como tal, fui obrigada, pela primeira vez, a deslocar-me a uma sex shop portuguesa para comprar um vibrador. E fi-lo com a mesma atenção que dedico a comprar qualquer outra coisa que goste. Escolho, pergunto, penso, vejo o que é melhor. Ontem fui à nova loja, ali ao pé do Elevador da Glória, referenciada como sendo a melhor. Entrei, e qual não é o meu espanto quando, em vez dos tradicionais artigos, havia um bar, manhosíssimo, tipo tasca, onde não faltavam a Macieira e a Amêndoa Amarga, e uns tipos de aspecto duvidoso, saidínhos directamente de um filme de série B.
Forrado a capas de revista e anúncios de sexo ao vivo, aquele local não dignificava, ou glorificava o sexo. Pelo contrário. Tornava-o sujo na sua essência, despiciendo, básico, feio. Um nojo, portanto.
Ao meio, estavam uma série de guaritas, em ciírculo, como que a obrigar o olhar para um meio que não sabemos à partida o que é. Não está assinalado, não diz ao que vem. Calculei que fosse um peep show. Fazia sentido a disposição das cabines. Fiquei curiosa, porque sempre quis ver um e questionei o senhor da loja sobre a possibilidade de o fazer. A pergunta deve ter caído que nem uma bomba naquelas hostes porque, de repente, as pessoas à volta deixaram de falar e os seus olhos viraram-se para mim. Tremi num tremor que era meio raiva, meio medo, meio nojo.
- Os peeps são só para homens.
- Porquê?
- Regras da casa
- Mas eu nunca vi, certamente não estarei lá o tempo todo, era só para ver como funcionava.
- Eu não tenho nada contra as fufas, mas se o meu patrão sabe eu vou pó olho da rua.
- Fufas?
- Ó menina, não me leve a mal, que eu até gosto de vos ver nos filmes - diz, rindo e mostrando uma dentadura em decomposição.
Ouvi e ignorei. Não valir a pena explicar-lhe que a curiosidade não é um estado civil nem sexual. Tínhamos códigos diferentes e esforcei-me (muito) por ignorar o senhor.
Vencida que estava relativamente ao peep show, concentrei-me no meu objectivo inicial: encontrar um vibrador que substituisse o Falo defunto. Dentre a (pouca) escolha existente, não escolhi nenhum. Mas que raio é que esta gente pensa? Havia falos do tamanho do meu braço da grossura do meu tornozelo!!! Por Zeus, por toda a mitologia grega! Mas está tudo doido?
Restou-me sair dali, mais desconsolada do que entrei, e fui até casa a pensar no insólito da situação. E achar que esta sex shop é, de alguma forma, o espelho da ideia de sexo ainda vigente na cabeça de muita gente. Viver a sexualidade, pensar e falar dela são território exclusivamente masculino. E ai da mulher que ouse salpicar estes domínios com toques de requinte.
A minha sorte é que nunca quis ser uma «leide».
E isto desgosta-me tanto, que dou por mim a fazer panegíricos sexuais deste género.
Caralho!

agosto 08, 2005

Bas fond lisboeta

Bas fond, aka, Fontória, uma das casas de putas rascas mais fina de Lisboa. Noite de sexta feira, quatro gatos pingados, a arfar de calor numa Lisboa vazia de gente e de vento. As nossas vontades não coincidiam e eu já lhe tinha dado o ultimato: «Se quiserem ir pa Cacilhas pá merda da festa dos góticos, caguem lá nisso. Eu não vou. Até calha bem que o carro é meu...»
Eu, que até estava bem disposta, porém um pouco nazi (é do calor...), «convenci-os» que numa noite em que às 3 da matina estavam 27 graus, o certo é ir ao Hot Club, o local cujo nome melhor assenta, porque mesmo que os 27 graus fossem negativos, lá dentro estaria sempre um calor de fazer inveja às chamas do Inferno. Mas enfim, é nisto que dá ter bons amigos. É tenho um fraquinho desssssssteeeeeeeee tammmmmmmmannnnnnnhhhhhhoooooo pelo rapaz que lá toca e cada vez que posso arrastar alguém, lá estou eu. Mas naquela noite, o meu fraquinho foi fraco demais e ar condicionado é uma coisa muito à frente para aqueles senhores que ainda devem ver as horas pelo sol. Saímos.
«E se fôssemos ao Fontória?» - disse um dos compagnons de route
«Boraaaaaaa» - parecíamos uns miúdos a quem tinha sido dado um passe vitalício para a candy shop. O Fontória é gargalhada certa.
Brifamos devidamente um elemento do grupo que ia fazer o seu baptimo de vôo.
«Não te podes rir na cara das pessoas, porque aquilo é a vida delas, e é chato, e sobretudo, perigoso. Se quiseres beber, pede uma garrafa de água, que é mais barato, e custa 5 euros. Esquece as pipocas e os amendoins por razões que não vêm agora ao caso...E se ainda lá estivermos quando trouxerem as pataniscas, caga nisso. Aquilo são pedaços de sal com cheiro a bacalhau...» - aqui todos nos rimos da piada brejeira e olfactiva e culpámos o alcóol e as ganzas por isso..
Entrámos. O ambiente não podia ser mais «filme» do que aquilo. Sentámos-nos e eu nestas situações lembro-me sempre daquele mito urbano que diz que se te sentares em certos sítios (mais porquitos) podes apanhar hemorróidas. Fico aflita porque essa é uma área muito sensível do meu corpo e eu nem quero imaginar uma doença para essas bandas...
Mas tergiverso. Como a sorte protege os audazes, nem 5 minutos depois começou o show. E estava eu à espera de ver uma boa mama ou um bom rabo que pudesse maldizer, em vez do strip, tenho um grupo de 6 meninas escandinavas, que faziam um bailado que não tem descrição... Portanto, eram vários quadros, com várias coreografias e várias músicas diferentes. A qualidade é subjectiva, mas a mim pareceu-me aqueles saraus de ginástica, com os outfits muito feios, elas descordenadíssimas, e tudo isto destoava da tez alva, olhos azuis e cabelo loiro, num enseble que as punha a milhas dali! Fizémos apostas e ganhou a teoria do Nuno de que «as miúdas são estudantes, andam pela Europa e fazem este show para ganhar uns trocos...» Ele há gente ingénua...
Enfim, o espectáculo do palco terminou, ao mesmo tempo que iniciava o das «bancadas».
Ora, nos sofás, devidamente forrados a veludo vermelho, havia de um tudo. De um lado as putas portuguesas, desdentadas, feias, velhas, gordas. Será que elas não entendem que uma mulher nestas condições a dormir num sofá é capaz de não levar a água ao seu moínho? É que do outro, estavam as brasileiras, novas, feias, enérgicas, simpáticas e boazonas. A fauna masculina era composta por novos e velhos, numa encenação lúgubre que mais parecia um take do «Feios, Porcos e Maus». Enquanto pensava no pólo de doenças contagiosas em que devia estar metida, e enquanto todos, do alto das nossas vidas fáceis, teorizávamos sobre o fenómenos social que estava à nossa frente, dei por mim a pensar que a maior doença daquele quadro surrealista era a solidão. Ali, estavam sobretudo (tirando as brasileiras), pessoas sós, do Manel da Esquina ao Manelinho da Lapa, todos eles de olhar baço, apenas despertado pelos rabos sem mácula e o silicone do peito de uma qualquer brasileira que se despia sem alma agarrada a um varão também ele morto.
Entretanto, perdeu a piada e viémos embora.
Foda-se!
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