fevereiro 11, 2005
Acordo ao teu lado e sorrio. Levanto-me devagar para não acordar os anjos que dormem contigo. São sete horas da manhã. É sabado e Canal Street ainda se mantém isenta do bulício dos vendedores ambulantes. Subo dois quarteirões e entro no Grande Loft para mais uma aula de Ioga. Estou a aprender a meditar para melhor sentir os teus afectos.
Uma hora depois já o meu bairro está bem vivo. Passo no Starbucks e trago dois Lattes e o NY Times. Eu e o meu amor gostamos de ler o jornal a meias enquanto nos enroscamos na cama e a enchemos de nódoas de café. Fazemos amor a meio de uma notícia anódina. Voltamos a enroscar-nos.
À noite saímos. Finalmente. E vamos ver o Hudson a rir-se para nós enquanto nós nos rimos um para o outro.
Pliz, Pliz, Pliz!
Se, na loucura, alguém passar por aqui e souber como se colocam fotos nestes blogs ditadores, favor deixar o seu contributo.
A gerência agradece. Humildemente.
A gerência agradece. Humildemente.
Oracle Night
Ora vem este título do Paul Auster a propósito de uma magnífica festa à qual tive o privilégio de assistir ontem, na Estufa Fria. A Levi´s mostrava ao mundo a sua nova campanha publicitária, inspirada em Romeu e Julieta, em que colocava um gang de LA e um parzinho amoroso a comunicarem em inglês arcaico algumas das passagens do clássico.
A envolvência do local ajudou ao ambiente onírico que se pretendeu criar. A determinados passos, deparavamo-nos com uma declaração de amor que um Romeu fazia a uma Julieta, para, mais à frente, sermos nós contemplados com palavras igualmente mágicas, numa mise-en-scéne rara, senão única, em certames do género.
Ao atravessarmos a«floresta» damos de caras com um grupo de pessoas bonitas com a qual podemos interagir segundo as regras dadas no início.
A todos os convidados tinha sido dado um crachá com um par famoso da história. O nosso nome estava escrito em letras grandes e charmosas, precedido do nome da respectiva metade que teríamos que encontrar no meio dos convivas. A minha cabecinha pervesa começou logo a pensar na infinidade de situações que este embalo poderia gerar, mas, domage, enganei-me.
A mailling list da festa era perfeita. Bonitos e, soit-disent, talentosos, embora não lhes tivesse vislumbrado nenhum talento especial para se darem ao conhecimento. Estive a noite inteira a indagar-me porque razão as pessoas se dão ao trabalho de sair de casa. Ainda por cima havia a desculpa perfeita para se entabularem conversas. Eu, por exemplo, era a Lucy. Procurei o meu Charlie Brown a noite toda e quando finalmente o encontrei verifiquei que ele também tinha vontade de ser a Lucy...
Saiu-me um cartoon mas é melhor que nada...
Ainda achei o Rick para a Jane, minha amiga, mas o rapaz não foi muito efusivo. A maioria dos convidados tinha colocado os respectivos crachás identificadores do seu pretenso objecto de desejo, bastaria olhar e conversar, perguntar, mandar um chiste, sei lá...
Nada, ou quase nada.
Valham-nos os poucos que entendem que é para isso que cá andamos.
fevereiro 10, 2005
zzzzzzzzzzzzz...
Quem me mandou estar até às quatro da matina a ver o Six Feet Under...Hoje estou paquidermicamente letárgicazzzzzzzzzzzzzzzzzz.......
fevereiro 09, 2005
Todos ao Lux!!!
Bóra? Bóra aí todos ao Lux no dia 11, ver os Nouvelle Vague?
Roger!
Encontramo-nos à porta!
Lovvvvveeeeee, lovvvvvvveeeeeee will tear us apart agaaaaiiiiiinnnnnnn...
Roger!
Encontramo-nos à porta!
Lovvvvveeeeee, lovvvvvvveeeeeee will tear us apart agaaaaiiiiiinnnnnnn...
Miminhos ao domicílio
Minha mais querida,
nem sabes o aperto que tenho desde que te ouvi dizer a razão porque choravas. Não consigo imaginar como alijas o espírito de um excesso de censuras, ressentimentos e pequenos ódios refervidos que acumulaste ao longo da tua vida. Mas que raio de mundo este em que vivemos que nos obriga a vazar para um molde de gente ergonomicamente perfeita e nos oblitera o espírito, enregelando tudo em que tocamos?
A tua tristeza entristece-me, como me corrói pensar que te deslocas e recebes a luz da vida de maneira diferente. Mais sorumbática e tortuosa.
Não chores minha querida. Principalmente porque esses olhos verdes lindos não foram feitos para isso.
Tou por aqui, como sabes.
Starbucks do Dia meets Delírio do Dia
Decaf Espresso Roast
NY Times debaixo do braço e lá vamos nós até Central Park dar de comer aos esquilos.
NY Times debaixo do braço e lá vamos nós até Central Park dar de comer aos esquilos.
fevereiro 07, 2005
Separados à nascença
O que têm em comum o fime Melinda e Melinda e uma noite passada a discutir a importância, ou não, dos signos na vida as pessoas?
A hermenêutica. Ciência subjectiva, paradoxo engraçado, que leva a que as conjunturas pessoais tenham uma importância fulcral na forma como olhamos o mundo.
Na sexta feira vi, finalmente, o novo filme do Woody Allen. Basicamente, a película mostra-nos como a mesma história pode ser uma comédia e uma tragédia para duas pessoas com olhares diferentes sobre o guião apresentado.
No sábado, estive no mui simpático Yin Yang, restaurante macrobiótico da baixa onde se come bem e se fala melhor, em amena cavaqueira sobre os signos chineses. Achei incrível como se reduziam as pessoas a meras coincidências, como a hora e data de nascimento, retirando-lhes as características que fazem delas pessoas: o serem únicas e diferentes. Esta afirmação poderá fazer de mim uma «tigreza» de gema, ou uma virginiana chapada, mas dei por mim a pensar que aquela noite só diferiu da anterior porque aquilo não era um filme...embora às vezes parecesse.
Quando leio o horóscopo, e se forem boas notícias, posso achar que aquilo é para mim. Mas se forem más, certamente que foi escrito para alguém que nasceu num decanato diferente...Vimos o que queremos, conforme as nossas aspirações e desejos, e de acordo com a matéria de que somos feitos.
E mai nada!

