E por falar em liberdade de imprensa
Rumo à Tema para gastar os últimos dobrões da semana a deparo-me com a capa da Technikart, revista de francesa de «news, culture et société». A dita mostra-nos Michael Youn, génio da nova comédia francesa, pródigo em criar alter-egos, todos eles bons. O título que ilustra a (belíssima) foto de capa diz-nos o seguinte:
Films nuls, gags lourds, mais gros talent
Faut-il sauver le connard Youn?
Detive-me na palavra connard. A qual, em bom português, e no limite do excessivo, quer dizer filho da puta, sacana, cabrão e quejandos. Optando por uma escolha de palavras mais branda, e no limite da simpatia, connard poderá querer dizer idiota, parvalhão, tontinho, estúpido, e por aí fora.
Claro que o verdadeiro sentido da palavra só jornalista que assina a peça poderá explicar, mas, de repente, veio-me à memória os tempos em que também escrevia e o número de vezes em que me apeteceu por um título destes em determinadas entrevistas feitas a inomináveis idiotas. Enfim, fraternité, egalité, liberté e sem lápis azul...
Ora deixa cá ver a que horas sai o próximo vôo para Paris...

