agosto 18, 2005

Tacones Lejanos

Há dias em que a Gaja por mais que arrume toda não faz furor. Não vale a pena vestir aquela camisola, que faz pendant com a outra saia e os brincos e a mala e a pulseira, que a espiral de elegância nem se nota. Os 50 euros que pagámos naquele cabeleireiro, para fazer aquele corte de cabelo e dar aquele look, mais valiam ter ido direitinhos para comprar gomas, porque ar moderno nem vê-lo. Aquela base, sombra, eye liner, deixem lá isso. Há dias assim.
E depois há outros em que saímos de casa já conformadas que as cabeças não vão virar à nossa passagem, que sol não brilha para nós da mesma maneira, que giramos ao contrário do resto do mundo, quando achamos que o dia vai ser igual a todos os outros, calçamos uns sapatos de salto alto, e o mundo já parece um lugar habitável.
Do alto dos nossos saltos tudo parece mais simpático. Não sei se é da anca, que rebola à passagem, se é da cabeça levantada, orgulhosa do rebolar, mas em cima do salto sentimos que podemos tudo. E podemos mesmo!
Ele há dias assim.
PS - descontar o tom eivado deste post. Hoje sinto-me particularmente optimista.

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Ébrios, com lindas mulheres,
Desfilando entre a miséria,
Longas tranças multi-côr,
Deslumbrantes "St.-Laurent",
Lindos Brilhos de "Dior",
Saltos-altos de "Kenzo",
Acabados a verniz,
Exibindo Belos Corpos,
Que os ébrios, Ricamente,
Enfeitaram, com a fome daquele povo,
No "prêt-à-porter" de Paris.

14:32  
Blogger sissi said...

Que bonito! Poesia neste palácio!
É da sua lavra?

18:21  
Blogger . said...

Totalmente de acordo, nada como andar de saltos para nos sentirmos em cima do salto ;-)

17:56  

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