TPM# 11
Eu e o meu amor moramos no Marais. Mudámo-nos há pouco e tudo nos parece maior que a vida. Ainda estamos abúlicos perante a novidade e meio atoleimados com a penhora dos dias em Lisboa. Fugimos. Desaparecemos. Já não somos nós. Agora somos outros, melhores, porque chegámos a uma cidade viva e plena de opções. A deliquescência do viver português leva-nos a tristezas e hipérboles. Mas é sempre assim quando a insatisfação se torna a nossa matriz.
Aqui os nossos dias são simples porque são livres. As pechas também são muitas, mas os lápis não são azuis, o que nos permite passar quase incólumes perante a pesporrência alheia.
No Marais os dias são agora menos pesados. A Rue do Temple é a nossa milky road. Aqui, adquirimos uma centralidade que amamos, como amam as pessoas que fazem da liberdade o seu pilar.
Eu e o meu amor moramos no Marais e somos felizes.


3 Comments:
Espero que sejas muito feliz, minha querida. Ai, ou em qualquer outro lugar. Quem se inquieta como tu, luta e procura ser feliz merece o mundo. E tu és uma pessoa muito bonita, aliás já te o disse muita vezes. E tens sonhos e ambições e és, ao mesmo tempo, muito pura, frágil e doce. Acho que, de uma forma interior, também te amo, e amo a tua força, a tua resistência e a tua vontade de ir em frente.
Mil beijinhos (docinhos).
p.s.
Acho piada que andes a ouvir o disco da Jill Scott. Lembras-te de um jantar na Ericeira? Foi o disco que "rodou" toda a viagem...
Ó meu amor!!! Que saudades desse e de outros jantares que já tivémos! Afinal, não sou só eu que me inquieto...quando acabares a tua revolução manda vir... para curar feridas de guerra!
Beijos muito grandes! E obrigada pelo afecto e pela tua sempre doce lembrança!
É caso para dizer que são sempre os melhores que abandonam o país...
Mas se estás feliz, o resto são fait divers.
Muitas felicidades. São mais que inteiramente merecidas!
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