outubro 06, 2004

JC-B Dixit #1

O Cenas de Gaja arroga-se a ser o único blog cuja nomeclatura se encaixa neste piqueno anedotário, levado a cabo por José Castel-Branco, o mais parecido com um «excêntrico» que temos cá pelo burgo. Sempre que pertinente, ou seja várias vezes por dia, o Cenas vai tentar mostrar o que se passa na vida dessa personagem tão histriónica, que de tão rica merece o lugar de destaque por aqui. Desde que soube que o Santana Lopes seria primeiro ministro que não me ria tanto com a televisão. Bendita seja!
«- Eu? No curral da porca? Não posso, ainda apanho toxoplasmose...»

Isn´t he lovely?

Depois de ter desistido de lutar contra a insónia provocada pela matiné de sono, agarrei-me à televisão como se não houvesse amanhã. Já tinha visto a Quinta das Celebridades, duas vezes, e , como tal, rido a bom rir... A série dos médicos na SIC Gaija já tinha acabado e estava a entrar em delirium tremens por ter estado a ver pela terceira vez o episódio da Judge Amy, quando inicia esse grande programa, «Oprah», dessa não menos grande senhora, posso mesmo dizer a nova Amália da Tv americana, Oprah Winfrey. Já preparadinha que estava para me fustigar com o drama, a tragédia, o horror que as Tv's insistem em levar-nos a casa, quando me apercebo que o programa de ontem era sobre o Mestre (não, não estou a falar do Almodôvar, mas do Mestre dos Mestres): Stevie Wonder.
Com a décalage que se impõe a grelhas de programação terceiro-mundistas, como é o caso da SIC Gaija, o Master estava na Oprah (pensem o que quiserem...) para lançar, em exclusivo, o seu último álbum, A Time do Love, que na «vida real», saíu há uns bons meses...
Seja como for, Stevie Wonder é o máior, é o Master e músico mais brilhante de todos os tempos. Para além de tocar todos os instrumentos da sua banda (ao vivo toca apenas piano, mas nas gravações toca todos os instrumentos, dah!), mantém ainda a voz cristalina e um funk que só vislumbramos, amiúde, nesta nova geração de RnB's, por ele claramente influenciados. A juntar à sua genialidade técnica e vocal, o Master é ainda dotado de um sentido de humor invulgar e de uma espiritualidade muito sui generis.
Thanx Stevie!

E se...?

E se me espalho? E se o miúdo leva a mal? E se por ter 19 anos me vê como «tia» e não como mulher? Faço alguma coisa? Dou a entender? E como faço isso sem que ele pense que sou tarada? Afinal de contas, com 1.80 e um corpo daqueles parece tudo menos teenager, mas e se ele achar que sou velha demais? Merda! E agora? E se ele beija mal? E se o sexo for mau? Como saio de lá with no harm done? Será que é envergonhado? Será que me vou acabrunhar?

Bolas!!!! Será que os miúdos agora são todos assim? Será que é normal que um miúdo de 19 anos tenha assim tanta rodagem? Deveria ter gostado? Deveria ter gostado tanto...? Deveria querer mais? E agora? Como é que vou olhar para a mãe dele? Como é que vou poder dizer que «o Joãozinho está tão grande» sem que o sufixo «inho» me soe a hipocrisia e pura taradice sexual? Como fazê-lo sem que os meus lábios se unam e abram em forma de um sorriso que só a luxúria provoca?Estarei a ensandecer porque tive sexo com um miúdo de 19 anos? Será que o facto de já estar no Ciclo Preparatório quando ele nasceu deveria fazer-me pensar?

«Estou? Joãozinho? Olá... O que faço hoje? Nada...às nove está bem para mim sim...Até logo...»
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