dezembro 29, 2005

Para mais deboche, favor carregar aqui

dezembro 22, 2005

www.cenasdegaja.com

A emissão segue dentro de momentos.

dezembro 18, 2005

Que se foda!

As ofertas acabaram mesmo antes de começar. Este ano o Pai Natal só vai ser bom para mim. Também, foda-se, tive um ano de merda, o pior de todos, bem mereço vestir o conceito do indulge myself. Assim sendo, fodi o dinheiro todo em coisitas para mim.
Ora estava eu a acabar de almoçar naquele restaurante que de bom só tem o facto de ser localizado em pleno Jardim do Príncipe Real e ter vista para a rua, quando decidi levar as carnes até ao Chiado. Como tuga que sou, as compras fazem-se à última e em locais com mais gente do que o metro quadrado da claustrofobia permite. Ora ia eu, como estava a dizer, em passeata mode pela D. Pedro V, quando vejo a luz. Então não é que abriram uma loja da Fauchon só para me lixar? Entrei. E saí com a carteira inexplicavelmente mais leve. Ele foi chás turcos, compotas de chocolate, bombons de praliné belga, café jamaicano, e mais uns petit riens que me lavam a alma. O Senhor Fauchon, se fosse vivo, ter-me-ia dado o crachá da cliente do dia. Estes tugas da merda nem um caramelo para adoçar a boca, amarga dos euros gastos. Enfim.
Sacos no carro, pensei: vou à FNAC. Só para ver o que se passa, ver o ambiente, há sempre gajos giros e assim sendo, é esse o metro quadrado onde eu quero SEMPRE estar. Entro no Grandela (para mim será sempre Grandela) desco as escadas rolantes, olho para esquerda e o que vejo: a loja da L' Occitane, de Aix en Provence, os melhores produtos do mundo para a mente e corpo. Para mim, constituiram a segunda derrapagem orçamental do dia. Que se foda, pensei. Muni-me de todos os chavões possíveis, tipo, um dia não são dias, e avancei rumo ao abismo financeiro. Saí de lá novamente mais leve, já praticamente anorética, e rumei ao Noobai. De caminho, marquei mesa para o Alcântara Café, que a melhor amiga está pelo burgo e há que a tratar bem.
No fundo, isto tudo para dizer que ou arranjo quem me sustente este amuses bouches ou ficarei para sempre um princesa triste!
Aceitam-se ofertas de Natal...;-)

dezembro 12, 2005

Avé!

Não sei se isto se passa convosco, mas eu, quando encontro alguém que admiro profissionalmente, desligo um botão e ligo outro. O da reverência, do respeito, da curiosidade, do pundounor. Torno-me mais insegura, com medo de errar, de desalinhar uma palavra ou um ter um gesto menos próprio. Se, por acaso este acaso se dá numa noite ébria, a coisa complica-se porque os gestos e as palavras saem embebidos em alcóol e torpor e os relapsos ridículos sucedem-se sem dar tempo à compostura.
Outras vezes, a vontade de conversar e conhecer é tanta e tão antiga que a palavra certa é a que sai, mesmo que conjugada no verbo errado. Os gestos são correctos mesmo que sejam tropeções.
E a coisa dá-se...


PS – my darlings, depois de tomadas todas as providências possíveis e nada ter resultado, a única coisa que se pode fazer para manter este espírito festivo é comentarem para este mail alteza1@sapo.pt, que eu depois faço um reply to all e todos comentam. Os anónimos podem continuar anónimos, é so arranjar um mail. Pode ser? A gerência agradece.

dezembro 05, 2005

É a inveja, estúpida!

Meus caríssimos,
que dizer da hecatombe que se abateu sobre este blog? Que pensar do maior tsunami digital de que há memória desde que o O Meu Pipi (vénia em espanto reverente) decidiu recolher o seu marsápio para longe das ondas virtuais? O que fazer a respeito da tirania digital imposta pelos pécoras, bandalhos que invejam a altíssima qualidade e criatividade deste cantinho?
Que se fodam! Ou melhor, não. Que não fodam. E que, para aguentar as investidas verticais do Falo por domesticar, sejam obrigados a demolhar os tomates em água fervente e salgada ao mesmo tempo que uma cabra lhes lambe as solas dos pés até ao osso, ao melhor jeito da tortura chinesa.
Assim sendo, aproveitando o furor dramático, e porque estou em metadona dada a ressaca do convívio blogueiro, peço, encarecidamente, a quem perceba alguma coisa disto e não seja uma info-challenged como eu, que me ajude a decifrar uma forma de voltarmos a estas salutares tertúlias. E porque o hotmail também me está vedado, favor enviar mails, notícias, relatos, presuntos de Chaves, preservativos coloridos ou cuecas comestíveis para cenasdegaja@yahoo.com.br
Estou abúlica com tudo isto. E com falta se sexo, tal como já vos disse uma meia dúzia de vezes...

novembro 29, 2005

Ideia peregrina do dia

'Bora todos pó Porto amanhã à noite?
'Tava-me a apetecer...

novembro 28, 2005

TPM # 13

Há coisas em mim que são consensuais. Poucas é certo. E há outras que eu sei serem um Sheltox para os pobres de espírito. Este blog não é uma bandeira minha. Não é uma forma de mandar à cara de alguém aquilo que sou e a forma como decidi viver a minha vida. Não é para chocar, intimidar, irritar, ludibriar. É para me divertir, interagindo. No entanto, parece que há julgue que não. Parece que o facto de falar de sexo induz os mais incautos a pensar que sou uma puta, uma porca, uma destruidora de lares. E pensam bem. Sou isso tudo e muito mais. Mas sou, essencialmente, genuína, que é o que me faz brilhar no meio dos meios amigos e o que me faz arrancar-lhes sorrisos nas situações mais inauditas. Eles sabem, como ninguém, que passo a vida a falar de sexo. Que não posso ver um burrinho de saias (e às vezes uma burrinha) sem que me saia um ditame galhardo, que um piscar de olho alheio me faça desviar a rota. Este é o meu lado que abana as consciências alheia e eu tenho a noção disso. Às vezes, uso esse facto em meu benefício. Mas a mais das vezes ele joga em meu claro desfavor. Os homens fogem de mim como se eu fosse um labéu na sua vida. As mulheres escondem os seus cônjuges cindindo amizades. O mais estranho, é que sou só uma tipa normal. Não sou uma bomba sexual, uma boazona, uma gaja linda, nem nenhuma dessas formas que as pessoas insistem em colocar-nos.
I´m just an ordinary girl with nothing to loose.
Ora vem isto a propósito de um comentário que coloquei neste blog, onde, mais uma vez, falava de sexo e precaução. Houve logo quem viesse aqui espreitar e se apressasse a dizer que eu era um homem. Este template de pensamento persegue-me desde sempre. Porque desde sempre que um amigo atento me diz que eu não sou «bem uma gaja» que «penso como um homem» quando toca a interagir com o sexo oposto. Ora bem, esta litania e este vagar de pensamento sempre me enervaram. A mim sempre me ensinaram a procurar o que queria na vida, e na vida, entre milhares de outras coisas, quero sexo. Nunca ninguém me disse que devia deixar que fosse o homem a vir ter comigo, e cedo percebi que se assim fosse, estava bem fodida que os machos são pusilânimes por um lado e demasiado eufóricos por outros, combinação explosiva. Também nunca ninguém me explicou que uma foda deve ser muda e desprovida de manifestação de desejo, da mesma forma que ainda estou para saber onde está escrito que serei fedúncia quanto mais falar de todas estas coisas.
Serei um homem por tudo isto? Talvez. Na cabeça dos medrosos, dos pouco corajosos e dos que se limitam a ver a vida a preto e branco. A mim sempre me ensinaram que o Pantone terá as cores que quisermos, e o meu Graças a Zeus, tem tonalidades várias...
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